quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

É isso aí, bicho - ferrou-se!



 

PARTE V – MAIS AÇÕES


                Jazmim, nome dado por causa do veterinário que a queria sacrificar, entrou para a casa de Alice a fim de tentar retornar ao mundo das Maravilhas que certamente nunca terá tido.
Paulo, filho abnegado de Carminha, combinou comigo para que fôssemos dar um banho com veneno na Jazmim com a finalidade de eliminar uma infestação de carrapatos.
Adquiri Biotox para usar na água do banho com o tempo de meia hora molhada com o mesmo. Também, após o banho, seria colocado uma pepeta na nuca.
Houve necessidade também de uma extração manual, pois havia carrapatos gigantescos parecendo de quadrúpede. Coitada, havia passado por pneumonia, cinomose e uma infestação sem precedentes, os carrapatos pareciam milhares. Painhas e cotovelos de Jazmim foram atacadas também por bicho-de-pé e haviam buracos enormes com presença de bicheiras. Talvez, o tremor diganosticado como neurológico pode ser ferroadas intensas dos bichos.
Adquirimos anti-inflamatórios e adentramos com o uso de mata-bicheira, o terrível de doloroso Lepecid, mas fará Jazmim levantar e andar. Graças.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A vida pode ter preço?




PARTE IV – E A JAZMIM?

            Nas ruas da cidade existem também animais de grande porte, como cavalos, que necessitam de cuidados. Ainda se criam galinhas, patos e angolas soltos na urbe, já vi até coelho.
            Quando se abraça uma causa é que se nota que é maior do que pensamos. Notícias correm de ainda termos caçadores e fabricantes de armas artesanais. Uma afronta a tempos da modernidade ecológica.
            Bem, a Jazmim, como a cidade é pequena, acabou sendo flagrada debilitada pela Carminha, no seu caminho do trabalho, assim então resolveu ajudá-la. Quando ela passava era um sacudir intenso de rabo e alguns tremores. Chamou um veterinário local para avaliá-la e o mesmo confirmou, apenas na observação clínica, ser cinomose, a mais terrível das doenças que assolam os cães. Disse que a solução seria sacrificá-la por um custo de setenta reais. Carminha não se convenceu do diagnóstico, pois a cadela é bem alegre e, apesar das dificuldades motoras, ainda se alimenta bem. Relatou-me o ocorrido e chamei o Dr Thiago, da “Shopping Cães”, em Catalão, e o mesmo me alertou que poderia ser cinomose, mas que a cadela resistira e ficara com as sequelas. Também falou de um kit instantâneo que poderia ser utilizado para confirmar a cinomose.

 Tal visita com o kit ficaram em oitenta reais onde comprou-se a ausência da terrível doença, mas que haveria de tomar uma medicação de nome citoneurim ao custo de sessenta reais mês para amenizar os sintomas – Medicamento adquirido. Todos tem um direito ao sol.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Amigo não pode receber a migalha




PARTE III – ASSO & CIA  CÃO

            No templo que eu frequento existem algumas poucas pessoas que também nutrem amor pelos animais e que, sondaram-me para que fizéssemos uma associação de proteção aos animais de Goiandira, mas, apesar de interessante, é uma tarefa árdua, principalmente onde os veterinários são voltados para a exploração animal como alimento ou produtor de riquezas. Não temos nenhuma loja tipo “PET SHOP”, apesar de, neste momento estar se firmando algumas fundações neste sentido.
            Temos muitos animais de ruas e, com certeza, vitimadas por várias doenças transmitidas pelo lixo mal acondicionado e esgotos a céu aberto.



            Muitos moradores anda soltam o animal durante o dia e guarda-o, à noite, para vigiar a casa.
            Maus tratos também devem ser a tônica em várias casas. Sem dizer que é uma cidade de população idosa e que muitos vão tratar da saúde e os animais ficam com terceiros com a obrigação de por água e comida quando o mais importante é a companhia.  O cão é um eterno companheiro.
            Quando o animal morre é comum colocá-lo em saco de linhagem ou caixa de papelão e atirar no primeiro lote baldio. O certo seria incinerar para não ser foco de males diversos.



            Existem pessoas que também trazem seus cães da roça e abandonam na cidade. Alguém do poder público, inclusive, discorreu sobre haver uma associação de proteção de animais na cidade iria atrair ainda mais animais de cidades circunvizinhas. É verdade isto, pois quando assim que correu a notícia que eu socorria cãezinhos abandonados, para me facilitar o trabalho os abandonadores passaram a deixá-los na porta de minha casa. Se caso alguém acuda o crime continua ou o pecado também, como preferir.
            Alguma atitude precisa ser tomada, definitivamente ninguém merece, nem os cães...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

JAZMIM - Alegria em filme



 

PARTE II – TRABALHO À VISTA


                A primeira vez que vi a cadela Jazmim foi à porta da minha sogra e vizinha. Jaszmim, portadora de “cacoete” nervoso causado, certamente, por um distúrbio neurológico, deixou-me muito preocupado, pois tinha conhecimento pouco da doença cinomose e supunha que a permanência dela por ali poderia afetar animais saudáveis.
            Descobri, após dar-lhe água e alguma ração, que era acompanhante de dona Alice, uma senhora que viera passar roupas na minha sogra. Ao ser procurada por mim, Alice disse, tirando o corpo fora, que a cadela pertencia à sua vizinha e que, devido ter a alimentado, Jazmim passou a segui-la. Fiquei desnorteado, pois tanto Alice quanto a vizinha, conhecida por Ilda Furacão, não tinham condições financeiras de arcar com qualquer tratamento veterinário da pobrezinha.
            Finda a tarde, Alice foi embora e a cadela Jazmim também, mas ficou habitando os meus pensamentos...


OSSO DURO DE ROER



PARTE I – APRESENTAÇÃO

            A minha cidade chama-se Goiandira e localiza-se no sudeste goiano; cidade pequena e boa de morar; fica próxima de Catalão, sentido de quem vai à Caldas Novas; com um número em torno de seis mil habitantes; distribuídos em cerca de duas mil moradias; ficamos todos conhecidos queiramos ou não.
            Sei, a boca miúda, que sou chamado de “Zé dos Cachorros”, pois, por duas vezes ao dia, manhã e tarde, acorrento-me aos quatro fieis amigos e vamos passear pela cidade, até parece uma ronda. Confesso que, depois de mim, tantos outros começaram também a passear com seus “caninus familiaris”. O exemplo é mola mestra do aprendizado.
            Meus quatro cães atuais foram todos retirados do abandono por aqui quando ainda filhotes. Lugar de resgate sendo quase sempre buracos e bueiros e ainda tem gente que amarra a boca do saco. Para alguns resgatados conseguimos donos, mas estes permaneceram sendo que daqui não saem e daqui ninguém os tira...
            Não é fácil e nem barato mantê-los, mas fazem parte da nossa vida desde quando morávamos nas cavernas – São familiares, os nossos de dentro de casa.
            Também temos gatos na residência e espantamos os passarinhos durante sete vidas...