PARTE III – ASSO & CIA CÃO
No templo
que eu frequento existem algumas poucas pessoas que também nutrem amor pelos
animais e que, sondaram-me para que fizéssemos uma associação de proteção aos
animais de Goiandira, mas, apesar de interessante, é uma tarefa árdua,
principalmente onde os veterinários são voltados para a exploração animal como
alimento ou produtor de riquezas. Não temos nenhuma loja tipo “PET SHOP”,
apesar de, neste momento estar se firmando algumas fundações neste sentido.
Temos muitos
animais de ruas e, com certeza, vitimadas por várias doenças transmitidas pelo
lixo mal acondicionado e esgotos a céu aberto.
Muitos
moradores anda soltam o animal durante o dia e guarda-o, à noite, para vigiar a
casa.
Maus tratos
também devem ser a tônica em várias casas. Sem dizer que é uma cidade de população
idosa e que muitos vão tratar da saúde e os animais ficam com terceiros com a
obrigação de por água e comida quando o mais importante é a companhia. O cão é um eterno companheiro.
Quando o
animal morre é comum colocá-lo em saco de linhagem ou caixa de papelão e atirar
no primeiro lote baldio. O certo seria incinerar para não ser foco de males
diversos.
Existem
pessoas que também trazem seus cães da roça e abandonam na cidade. Alguém do
poder público, inclusive, discorreu sobre haver uma associação de proteção de
animais na cidade iria atrair ainda mais animais de cidades circunvizinhas. É
verdade isto, pois quando assim que correu a notícia que eu socorria cãezinhos
abandonados, para me facilitar o trabalho os abandonadores passaram a deixá-los
na porta de minha casa. Se caso alguém acuda o crime continua ou o pecado também,
como preferir.
Alguma
atitude precisa ser tomada, definitivamente ninguém merece, nem os cães...



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