PARTE II – TRABALHO À VISTA
A primeira vez que vi a cadela Jazmim
foi à porta da minha sogra e vizinha. Jaszmim, portadora de “cacoete” nervoso
causado, certamente, por um distúrbio neurológico, deixou-me muito preocupado,
pois tinha conhecimento pouco da doença cinomose e supunha que a permanência
dela por ali poderia afetar animais saudáveis.
Descobri,
após dar-lhe água e alguma ração, que era acompanhante de dona Alice, uma
senhora que viera passar roupas na minha sogra. Ao ser procurada por mim, Alice
disse, tirando o corpo fora, que a cadela pertencia à sua vizinha e que, devido
ter a alimentado, Jazmim passou a segui-la. Fiquei desnorteado, pois tanto
Alice quanto a vizinha, conhecida por Ilda Furacão, não tinham condições
financeiras de arcar com qualquer tratamento veterinário da pobrezinha.
Finda a
tarde, Alice foi embora e a cadela Jazmim também, mas ficou habitando os meus
pensamentos...
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